Enleiramento e colheita de canola
O corte-enleiramento das plantas de canola, seguido da operação de colheita (trilha)
seis a dez dias após, é prática comum em países como o Canadá e a Austrália, e
substitui a colheita direta.
Nessa prática, o corte é realizado logo após as plantas atingirem a maturação
fisiológica , quando cessa o acúmulo de matéria seca e as plantas apenas
perdem umidade. Portanto, a partir da maturação fisiológica, quanto mais cedo for
realizada a colheita, menores serão os riscos de perdas causadas por fungos, por
insetos, por outros agentes decompositores ou por desgrane e tombamento de plantas
pela ação de ventos.
Entretanto, se o corte-enleiramento das plantas for realizado muito cedo , a
formação e o enchimento de grãos serão interrompidos, reduzindo em até 20% o
rendimento de grãos.
Mecânico, Dr., Pesquisador, Embrapa Trigo, Caixa Postal 451, CEP 99001-970 Passo Fundo,
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O amplo período de floração das plantas de canola, que varia de 15 a 50 dias,
dependendo dos híbridos e do ambiente de cultivo, determina uma relativa
desuniformidade de maturação e constitui desafio para a avaliação do melhor ponto de
corte-enleiramento. Assim, o princípio a ser empregado na decisão do momento das
operações de corte-enleiramento e de colheita é o de ter, como alvo, colher a maior
parte da produção, e não de esperar para colher a totalidade da lavoura com a maturação adequada.
Momento ideal para realizar o corte-enleiramento
A realização da operação de corte-enleiramento no momento adequado é mais crítica
que a operação de colheita. Tem-se observado que atrasos de até 15 dias após atingir
o ponto ideal para colheita determinam perdas relativamente grandes, cerca de 30%
do potencial produtivo.
Sugere-se que, quando 40% a 60% dos grãos do caule principal das plantas apresentarem coloração marrom ou preta, fica definido o momento ideal para se fazer
o corte-enleiramento da lavoura. Para avaliar este ponto, toma-se o caule principal da planta e examina-se a cor dos grãos de diversas síliquas localizadas na base, no meio
e no terço superior da parte produtiva. Os grãos da base e do terço central deverão ter aparência variando de marrom a completamente pretos.
Conferir os últimos ramos em desenvolvimento para se certificar de que os grãos do terço superior já estejam duros (ao rolar os grãos entre os dedos, eles devem se
romper em pequenos fragmentos e não como uma massa ainda úmida).
Durante períodos de temperaturas muito elevadas, entre 25ºC e 30ºC, deve-se cortar e enleirar toda a área possível, dando-se preferência ao trabalho noturno para reduzir a debulha natural e a debulha devida aos impactos dos mecanismos da enleiradora ou da colhedora.
Cuidados no momento da colheita
Segundo Gregoire (1999), a canola deve ser colhida quando o teor de umidade nos
grãos estiver próximo de 10%, ou visualmente, quando cerca de 1% a 3% das sementes estiverem ainda verdes.
A rotação do cilindro de trilha deve estar entre 50% e 75% da rotação utilizada na colheita de trigo, ou seja, ao redor de 400 rpm. A velocidade do ventilador deve ser reduzida para 1/4 da utilizada na colheita de trigo, pois a palha de canola é muito leve e de difícil separação dos grãos.
De acordo com Sanders et al. (2006), perdas podem ocorrer tanto na colheita direta quanto na colheita de material previamente enleirado. Relataram que, por falta de experiência dos operadores, as perdas na colheita de lavouras enleiradas podem ser cinco a seis vezes maiores que as encontradas na colheita direta.
Adoção
A adoção do corte-enleiramento de canola na América do Sul está apenas iniciando e seu aperfeiçoamento deverá ser construído pela troca de experiências e pela realização de testes com os diversos equipamentos, entre os quais os enleiradores e as plataformas de recolhimento ("pick-up"), que possam, gradativamente, ser utilizados nas lavouras (Fig. 3).
.Referências Bibliográficas
GREGOIRE, T.
Canola: harvest. Devils Lake: North Dakota State University, 1999.
Disponível em: <
http://www.ag.ndsu.edu/procrop/rps/harvest.htm>.
SANDERS, H.; PEEPER, T.; ZAVODNY, D.
Swathing versus direct harvesting of
winter canola in Oklahoma and Southern Kansas
. Stillwater: Oklahoma State
University, 2006. Disponível em:
http://crops.confex.com/crops/2006am/techprogram/P26215.HTM>.
Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento
Comitê de Publicações da Unidade
Presidente: Leandro Vargas
Ana Lídia V. Bonato, José A. Portella, Leila M. Costamilan, Márcia S.
Chaves, Maria Imaculada P. M. Lima, Paulo Roberto V. da S. Pereira,
Rita Maria A. de Moraes
Expediente
Referências bibliográficas: Maria Regina Martins
Editoração eletrônica: Márcia Barrocas Moreira Pimentel
PORTELLA, J. A.; TOMM, G. O.
Enleiramento e colheita de canola. Passo Fundo:
Embrapa Trigo, 2007. 11 p. html. (Embrapa Trigo. Documentos Online, 89). Disponível
em:
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